#475

2 de dezembro de 2017

Ao final do período dos Estados Combatentes, o pequeno Estado que restou com poder foi o principado dos Qin (ou Ch’in/Ts’in), cujo duque passou a adotar o título de Wang, ou rei. Grande parte de sua população não era chinesa, e sim tibetana ou turca. No entanto, os governantes podiam recrutar a população inteira para servir na guerra. Com o passar do tempo, os Qin suplantaram a claudicante casa reinante dos Zhou.

Por volta de 221 a.C, começou o período clássico da unificação da China e da elaboração da cultura chinesa. A figura central dessa consolidação foi o maior governante Qin, na verdade, o primeiro a intitular-se imperador, que governou “tudo sob céu”, Qin Shi Huangdi. Ele nasceu em 259 a.C e assumiu o trono Qin aos 13 anos. No início, governou com o título de rei, e só depois de escapar de diversas tentativas de assassinato e de eliminar estados menores passou a governar como imperador do estado que se tornaria a “China”, reinando de 221 a 210 a.C (totalizando um governo de mais de 37 anos).

Sua memória permaneceu viva na imaginação dos chineses ao longo dos séculos. O nome “China” provavelmente é originário do nome Qin. Na unificação Qin, o governo central se fortaleceu às custas dos barões locais. O processo seguiu princípios não confucianos. Qin Shi Huangdi não tinha dúvidas de que deveria governar o império com uma filosofia legista e pulso de ferro.

O Dragão e os Demônios Estrangeiros, de Harry G. Gelber