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30 de dezembro de 2017

A lenda diz que, certa vez, por volta de 2640 a.C., a Senhora Hsi Ling-shi, esposa do mítico imperador Amarelo, estava tomando chá. Um casulo de bicho-da-seda caiu por acaso dentro da xícara. Quando ela tentou pegá-lo, dele saiu um filamento. O mundo descobrira a seda. Mais tarde ela introduziu o tear. Se essa história encantadora é verdadeira ou não, isso é outra questão: uma pequena xícara de marfim com a pintura de um bicho-da-seda foi encontrada, provavelmente datada de 7000-6000 a.C. e um casulo de bicho-da-seda foi achado no norte da China, datado de cerca de 3000-2600 a.C., fragmentos e fios do mesmo período também foram encontrados em outro lugar.

Outros fatos são mais precisos. A seda, no início, só era permitida para o uso do imperador, de seus parentes próximos e de alguns funcionários do império de alto escalão. O imperador usava uma túnica de seda branca dentro do palácio. Do lado de fora, ele, sua principal esposa e seu herdeiro vestiam túnicas da cor da terra, amarelas.

Ao longo do tempo, a seda passou a ser usada em maior escala na indústria. Era utilizada em instrumentos musicais, cordas de arco, papel e roupas. Além disso, na economia e no comercio. Por exemplo, uma múmia egípcia feminina com faixas de seda nos cabelos foi descoberta em Deir el Medina, perto de Tebas, pertencente à 21º dinastia que governou de 1070 a 945 a.C.

O Dragão e os Demônios Estrangeiros, de Harry G. Gelber