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31 de janeiro de 2018

O crescimento do Império Britânico deveu-se a muitos fatores, sendo um dos principais a criação do comércio do ópio, pelo qual a Companhia das Índias Orientais inglesa vinculou o controle territorial da Índia aos mercados da China, onde comprava chá e tecidos. O sucesso da companhia, por sua vez, tem de ser ligado ao vácuo de liderança no subcontinente depois da morte de Aurangzeb, o último grande construtor do Império Mugal, em 1707. Sem ninguém com sua persistência e personalidade para manter o Império Mugal, a Companhia das Índias Orientais conseguiu manobrar e conquistar uma posição de hegemonia na Índia ao final da Guerra dos Sete Anos (1756-63), e, a partir daí, dominar o comércio com a China.

A conquista imperial e o monopólio comercial andaram de mãos dadas durante todo o século XVIII para dar aos britânicos uma posição incomparável no comércio global. A Companhia das Índias Orientais holandesa durou até o fim do século XVIII, mas após as derrotas contra ingleses e franceses na segunda metade do século XVII, os holandeses nunca mais conseguiram recuperar a posição de liderança na economia mundial que ocupavam até então.

A coalizão que deu a vitória a Grã-Bretanha e destruiu as ambições do Rei Sol em Blenheim, em 1704, e de Napoleão em Waterloo, em 1815, completou a ascendência da Grã-Bretanha, mantendo a França a margem do domínio das rotas comerciais e das colônias controladas pelos britânicos, consolidando o Império Britânico como a grande potência global, só tendo sua posição ameaçada um século mais tarde, na Primeira Guerra Mundial.

O Chapéu de Vermeer, de Timothy Brook