#528

4 de abril de 2018

Em 1528, Carlos V conseguiu roubar os serviços de Andrea Doria, o grande almirante genovês da época, de seu rival, o rei da França. Doria era membro da antiga nobreza da cidade e um condottiere, um soldado de fortuna. Desiludido com Francisco I, mudou de lado por honorários consideráveis, mas ele representava um bom valor e demonstraria lealdade duradoura.

O almirante trouxe com ele sua armada, o uso do estratégico porto de Gênova e uma imensa experiência de guerra no mar e de atividade anti-corsária. Doria tinha suas desvantagens. Como as galés eram sua propriedade, ele se mostrava excessivamente cauteloso em sua utilização, mas era, de longe, o comandante naval cristão mais astuto nos domínios do imperador.

De um só golpe, as rotas marítimas entre Espanha e suas possessões italianas tornaram-se mais seguras — Gênova deu o controle estratégico de sua costa a Carlos e uma razoável frota com a qual defendê-la. Era por intermédio de Doria que ele pretendia deter o declínio dos Habsburgos no Mediterrâneo e uma guerra agressiva contra Solimão o Magnífico.

Impérios do Mar, de Roger Crowley