Carlos Magno

Jean Favier

#547

19 de maio de 2018

A realeza não se faz com um mero título. Em primeiro lugar, o rei é rico em terras e em homens, e sabe-se as dificuldades que teve de enfrentar, perante as igrejas, para pagar essa riqueza em homens — fiéis. Um milhar de fiscos, isto é, de domínios que lhe pertencem por herança recebida dos […]

#540

2 de maio de 2018

Em meados do século VIII, desenvolve-se a ideia de uma adoção global nas igrejas francas. Em 754, a igreja de Metz, cujo papel na vida política e intelectual da Austrásia, da dinastia de Pepino é bem conhecido, adota integralmente o rito romano. Pepino se mostra receptivo a isso e recomenda às outras igrejas do reino […]

#534

18 de abril de 2018

Compreende-se também a fidelidade pessoal que ele impõe pelo juramento. A força do rei baseia-se tanto nos que aceitaram ser seus fiéis diretos como na eficiente rede de condes. É verdade que, a exemplo da Grécia de Alexandre, a Roma antiga já conhecia o juramento de fidelidade ao chefe. Pompeu e César valeram-se dele. Ele […]

#521

18 de março de 2018

O papel mais importante nesse primeiro Renascimento caberia a um anglo-saxão, o monge Alcuíno de York. Tendo indo a Roma a fim de receber o pallium para a arquidiocese de York, já sabemos que se encontrou com Carlos em Parma em 781, acompanhando-o além dos Alpes. A acreditar em seu biógrafo e no que ele […]

#515

4 de março de 2018

Quem diz renascimento, diz reforma, e é assim que inicialmente se concebe, à época, a retomada da vida intelectual. Falam de “correção”, o que indica ter havido, desde alguns séculos antes, desvios e paralisias, e que se tem consciência disso. O ideal, porém, não é voltar à cultura da Roma antiga, essencialmente pagã. É redescobrir […]

#514

3 de março de 2018

Antes de mais nada, há também uma vontade política, a do rei: prover o seu reino de uma elite capaz de dar suporte a suas ambições. Não se governa um Estado que vai do mar do Norte às margens do Adriático pelo mero contato anual com os condes e os bispos que vão à assembleia. […]

#508

17 de fevereiro de 2018

O império cristão, cuja concepção se forja ao longo da segunda metade do século VIII, não é uma ressurreição do Império romano, mas a inserção da ação imediata numa continuidade histórica que é preciso avaliar e numa perenidade que é preciso garantir: a da norma rectitudo, daquilo que “agrada a Deus”. Carlos Magno será aquele […]