“A política não tem nenhuma relação com a moral”.
— Nicolau Maquiavel

#611

13 de setembro de 2018

Depois de Lepanto, espanhóis e otomanos chegaram a um tratado em 1580 que reconheceu um impasse entre dois impérios e dois mundos. A partir desse momento, a fronteira diagonal que percorria o cumprimento do Mediterrâneo, entre Istambul e os portões de Gibraltar, endureceu. Os concorrentes deram as costas um para o outro; os otomanos lutaram […]

#610

11 de setembro de 2018

Através de uma reforma militar drástica e do exercício de uma diplomacia não menos louca, porém bem mais efetiva do que a de seu pai, Frederico Guilherme conseguiu levar seu país — muito danificado, mas ainda inteiro do ponto de vista da dinastia — ao longo dos últimos anos da Guerra dos Trinta Anos para […]

#609

9 de setembro de 2018

A obra de Joris Hoefnagel era vista pelos milhares de visitantes que, de passagem pela corte de Elizabeth, afluíam a Whitehall. Eles estavam ali para admirar, solicitar, pedir, enredar. Alguns, assim se dizia, tinham ido por amor; outros, assim também se dizia, para assassinar. Todos estavam conscientes da marcante presença da misteriosa e magnífica governante […]

#608

8 de setembro de 2018

Naturalmente, a própria narrativa de Helena começa com um concurso de beleza, “o Julgamento de Páris”. Pode-se mesmo dizer que começa com aquele problema universal da história humana, o desafio de uma lista demasiado longa de convidados a um casamento. Imaginemos a cena: o néctar flui, Apolo afina sua lira decorada de prata e marfim, […]

#607

6 de setembro de 2018

Entre as surpresas advindas da queda de Wallenstein, foi que não apenas ele podia ser morto mas também que era dispensável. Ele se considerava, assim como a maioria de seus contemporâneos o consideravam, uma figura essencial ao Sacro Império Romano, não apenas como o principal construtor do domínio imperial, como também seu alicerce. Na peça […]

#606

4 de setembro de 2018

Os quadros de Vermeer podem ser considerados não só portas pelas quais se pode entrar e redescobrir o passado, como também espelhos que refletem a multiplicidade de causas e efeitos que produziram o passado e o presente. O budismo usa imagem semelhante para descrever a interligação de todos os fenômenos. É a rede de Indra. […]

#605

2 de setembro de 2018

No final do século XVII, Amsterdã era o maior porto da Europa e a cidade mais rica do mundo. Construída onde dois rios, o Amstel e o Ij, fluem para o golfo Zuiderzee, a cidade foi erguida das águas. Estacas foram fincadas no terreno pantanoso para criar uma fundação e a água passou a fluir […]

#604

1 de setembro de 2018

Três séculos antes, o canto da Holanda ao qual os viajantes agora se destinavam fora uma propriedade rural pertencente a Guilherme, conde da Holanda. Com o passar do tempo, a localidade passou a ser utilizada como um ponto onde os líderes militares medievais da região se encontravam para tirar as suas diferenças. A cerca viva […]

#603

30 de agosto de 2018

Como que para enfatizar o vínculo entre o domínio botânico e o geopolítico, alguns jardins botânicos eram planejados para representar o mundo. Em sua maioria, eram quadrados e divididos em quatro partes — uma para a Europa, uma para África, uma para Ásia e uma para as Américas. Depois, essas áreas eram progressivamente subdividas, até […]

#602

28 de agosto de 2018

No campo da “botânica econômica”, a busca pelo conhecimento científico caminhava de mãos dadas com os interesses nacionais, e jardins botânicos estavam sendo criados no mundo todo como laboratórios coloniais. Os líderes incontestes no campo da botânica econômica no fim do século XVII eram os holandeses, que, à época, haviam tirado os portugueses do caminho […]

#601

26 de agosto de 2018

O compromisso solene (que seria conhecido como Juramento de Pilsen) destinava-se a comprometer os oficiais firmemente à causa de Wallenstein. Os signatários — assim afirma Christian von Ilow na peça de Schiller, e assim deve ele ter pensado na vida real — já não mais teriam a opção de voltar para Viena se Wallenstein se […]

#600

25 de agosto de 2018

Wallenstein não era de lutar até o último homem por uma causa perdida. Não havia princípio ao qual ele não fizesse concessão. Não havia aliança que não merecesse consideração; certa vez ele disse: “Quando todas as terras estiverem arruinadas seremos obrigados a aceitar a paz.” Essas palavras têm sido citadas por aqueles que querem apresentá-lo […]

#599

23 de agosto de 2018

Em “O geógrafo”, de Vermeer, os sinais do mundo mais vasto estão por toda parte. O documento que aquele geógrafo abre diante de si é indecifrável, mas, claramente, é uma mapa. Uma carta marítima em velino está frouxamente enrolada à direita dele, sob a janela. No chão, atrás do geógrafo, há dois mapas enrolados. Uma […]

#598

21 de agosto de 2018

Há um quadro de Vermeer, O geógrafo, que requer pouco esforço para localizar sinais do mundo mais vasto que envolvia e invadia Delft. O quadro se abre convencionalmente no estúdio do artista, no mesmo espaço fechado que esperamos encontrar nos quadro de Vermeer, em que as janelas luminosas estão pintadas num ângulo tão oblíquo que […]

#597

19 de agosto de 2018

Quando o dia amanheceu ambos os exércitos estavam ocultados por uma densa neblina, mas por volta das 11 horas a luta começou, segundo relato do próprio Wallenstein, “com fúria tal que homem nenhum jamais viu ou ouviu igual”. A despeito da dor que sentia nas pernas e nos pés, ele comandou seus homens a cavalo. […]

#596

18 de agosto de 2018

Em março de 1631, menos de meio ano depois de destituir Wallenstein, o imperador já suplicava que ele retornasse a Viena e o ajudasse a enfrentar a crise. Ele não se moveu. O império fragmentava enquanto, um após outro, os príncipes protestantes aliavam-se à Suécia. A causa imperial parecia perdida. Ex-oficiais de Wallenstein escreveram-lhe deplorando […]

#595

16 de agosto de 2018

A França não era a única potência europeia a se voltar para Istambul. Em 1578, um empresário inglês chamado William Harborne chegou à Sublime Porta e prestou homenagens ao sultão Murad III. No ano seguinte, Murad manteve uma longa correspondência com a rainha Elizabeth. A rainha respondeu enviando ao sultão um elegante relógio de transporte […]

#594

14 de agosto de 2018

A combinação de eventos como a captura do Madre de Deus pelos ingleses e a espionagem holandesa realizada por Jan Huygen van Linschoten tornaram os segredos que Portugal tinha ferozmente protegido por um século abertos para o mundo. Uma nova estirpe estava prestes a quebrar o monopólio de um século de Portugal no comércio oriental, […]

#593

12 de agosto de 2018

Os leitores holandeses ouviram falar da porcelana chinesa em 1596 por meio de Jan Huygen van Linschoten, holandês que foi à Índia a serviço dos portugueses. “Itinerário”, seu livro de sucesso, inspirou a geração seguinte de comerciantes mundiais holandeses. Van Linschoten viu a porcelana chinesa nos mercados de Goa. Embora nunca tenha ido à China, […]

#592

11 de agosto de 2018

Em maio de 1667, o rei da França enviou uma carta amistosa à sua sogra, a recentemente viúva rainha da Espanha. Informou-lhe de que com a morte de seu marido, e estando o pagamento total do dote de sua filha ainda pendente, partes dos Países Baixos espanhóis tinham agora sido “devolvidas” a Maria Teresa [esposa […]

#591

9 de agosto de 2018

A figura de Adriaen Pauw destoava em Münster. O termo barroco tão adequado para caracterizar a época, aplicava-se igualmente à moda e à arte, os embaixadores se consideravam por assim dizer, pavões diplomáticos cujas vestimentas revelavam o esplendor da nação representada. Na qualidade de embaixador da anômala República Holandesa, Pauw era um dos poucos presentes […]

#590

7 de agosto de 2018

O comércio e o transporte era a fonte de enorme riqueza do país. Os holandeses do século XVII eram um povo comerciante e que se beneficiava com o mar. Os dois portos irmãos de Amsterdã e Roterdã, situados nas duas fozes do Reno, estavam nas junções dos canais europeus e seus mais importantes rios com […]

#589

5 de agosto de 2018

Talvez a diferença mais marcante entre Holanda e Inglaterra fosse o fato de que o novo governo formado pelas Sete Províncias Unidas durante a luta pela independência era algo absolutamente anômalo na Europa: em meio a uma grande era de monarquias, os holandeses entalharam uma república. Não era uma república no sentido pleno do Iluminismo […]

#588

4 de agosto de 2018

A geografia configura personalidade, e a personalidade da urbe. Uma diferença entre Inglaterra e a Holanda residia em um substantivo abstrato e, aos nossos ouvidos, um tanto contido: tolerância. A Inglaterra se encontrava na véspera de um século de guerras religiosas, em que cabeças reais rolariam e multidões de súditos fugiriam do país. Os holandeses […]

#587

2 de agosto de 2018

“Essa questão de recorrer aos piratas, ou, se assim quiser chamá-los, aos nossos aventureiros, que roubam diariamente os espanhóis e os flamengos, é matéria de grande e longa consequência. Pelo amor de Deus, eu lhe solicito tomar alguma medida quanto a isso, para que alguns possam ser capturados e executados”, escreveu Cecil, ansioso por preservar […]

#586

31 de julho de 2018

Ao rejeitar tão decididamente a autoridade papal, Elizabeth e seus ministros, implicitamente, desafiavam a Espanha. O conflito que iria dominar tantos aspectos de seu reinado e que resultaria, em seu episódio mais famoso (se não o mais conclusivo), na vitória sobre a Invencível Armada, tinha raízes na aliança firmada desde 1493 entre a coroa espanhola […]

#585

29 de julho de 2018

A Guerra dos Trinta Anos foi uma época na qual os próprios reis ainda chefiavam seus exércitos nos campos de batalha, porém Maximiliano da Baviera, como o imperador Ferdinando, preferia delegar essa chefia. Seu comandante-em-chefe era o general Johann Tserclaes von Tilly, que tinha 66 anos de idade em 1625 e praticamente tantas condecorações militares […]

#584

28 de julho de 2018

Embora Wallenstein fosse o generalíssimo imperial na Guerra dos Trinta Anos, ele trabalhava em aliança com Maximiliano, o eleitor da Baviera, que havia debelado a revolta dos boêmios para o imperador durante a primeira fase do conflito. Até o fim da vida de Wallenstein, Maximiliano seria um personagem de relevo em sua história, como colega […]

#583

26 de julho de 2018

Para o capitalismo das grandes empresas, a Companhia Holandesa das Índias Orientais — a VOC, como é conhecida — tem a mesma importância que a pipa de Benjamin Franklin para a eletrônica: a criação de um marco que não se poderia prever na época. Primeira grande companhia por ações no mundo, a VOC foi criada […]

#582

24 de julho de 2018

A pirataria holandesa provocou protestos diplomáticos de outras nações, não só de Portugal. Em 1603, quando os holandeses capturaram o Santa Catarina, Portugal exigiu a devolução do navio com todo o seu carregamento, insistindo que fora uma captura ilegal. Os diretores da companhia sentiram que tinham de criar para si uma argumentação de defesa que […]

#581

22 de julho de 2018

Os diretores podiam se dar ao luxo de receber reclamações das colônias com equanimidade. Os tempos eram muito bons para a Companhia das Índias Ocidentais holandesa. O principal objetivo do empreendimento naqueles tempos era lucrar com o combate aos espanhóis e, em 1628, a companhia “descobriu a mina”. Durante quase um século, as riquezas que […]

#580

21 de julho de 2018

A expansão marítima da Europa, que teria efeitos profundos de longo prazo em todos os lugares, originou-se de uma combinação de necessidade estratégica, fervor religioso, busca de riqueza e sentimento de aventura. Com a expulsão dos mouros na Espanha em 1492 e a ascensão de uma monarquia espanhola destinada a dominar a Europa aconteceram no […]

#579

19 de julho de 2018

De início, a estratégia de Elizabeth em relação a Espanha e aos holandeses após o tratado assinado em Bristol, de 1574, parece contraditória, quando não contra-producente. Gostasse dos holandeses ou não (em geral não gostava), Elizabeth não podia permitir que a Espanha os suprimisse por completo, embora isso tivesse de ser feito, ao mesmo tempo […]

#578

17 de julho de 2018

A resposta inglesa à matança tem sua epítome na reação de Edmund Grindal, futuro bispo de Londres, em geral moderado, que pediu que todos os católicos ingleses fossem presos e que a cabeça de Maria Stuart fosse cortada imediatamente. À medida que a descrição dos horrores perpetrados contra os huguenotes franceses continuava a chegar a […]

#577

15 de julho de 2018

A Guerra dos Trinta Anos já seria absolutamente confusa por sua complexidade, ainda que fosse estável e consciente, o que não era. Os Estados no século XVII não eram sistemas fechados. Laços de parentesco interferiam nas alianças políticas locais e as contradiziam. O mesmo ocorria com filiações religiosas. Um mesmo homem podia ocupar vários cargos […]

#576

14 de julho de 2018

Desde sua primeira nomeação como chanceler em 1612, com apenas 21 anos servira à Suécia com grande distinção em todos os campos, da logística militar ao planejamento urbano. Advogado por formação, destacado administrador e diplomata, era também um hábil político, e por mais de trinta anos orientara um judicioso curso entre os adversários de longa […]

#575

12 de julho de 2018

Francis Walsingham, William Cecil e Nicholas Bacon, ministros de Elizabeth leram Maquiavel; sir Christopher Hatton tinha um exemplar do livro, e, em 1560, foi escrita uma dedicatória a Elizabeth na tradução de A arte da Guerra, de Maquiavel, que foi repetidas vezes incluída em edições posteriores. “Dada a educação amplamente humanista [de Elizabeth], sua fluência […]

#574

10 de julho de 2018

Por várias razões, Elizabeth foi muito menos uma figura do Renascimento que seu pai. Embora tenha sido comparada, de forma bajuladora e inexata, a Lorenzo de Médici, o Magnífico — o arquetípico governante da Renascença cuja morte precipitou o colapso da República florentina que Maquiavel buscava restaurar —, ao contrário de Henrique VIII, ela não […]

#573

8 de julho de 2018

Além da produção de ferro e do cobre, essa riqueza também era construída com o império. O século XVII foi a era da grandeza da Suécia. Desde a ascensão, aos 16 anos, de Gustavo Adolfo, em 1611, até a morte de Carlos XII, em 1718, o país esteve no ápice de sua história imperial, cobrindo […]

#572

7 de julho de 2018

O Báltico é um mar setentrional, de um azul brilhante sob a luz do sol, cinza turvo sob a neblina e a chuva, e dourado intenso ao pôr do sol, quando o mundo se transforma no verdadeiro âmbar que só pode ser encontrado nessas encostas. Nas costas ao norte, o Báltico é adornado por florestas […]

#571

5 de julho de 2018

Ainda hoje, seu nome é sugestão de duplicidade e cinismo, de implacável e egoístico interesse, na notória moral predatória de que “os fins justificam os meios” (como se fosse possível propor qualquer outra coisa que não os fins para justificá-los). Cinco séculos de preconceito tiveram origem nos leitores de Maquiavel no século XVI — por […]

#570

3 de julho de 2018

O Renascimento foi mais que um movimento intelectual e artístico: ele transformou não apenas a maneira como as pessoas pensavam, mas como viviam. Os avanços tecnológicos na condução das guerras resultaram numa diferenciação do modo como as cidades se apresentavam e da forma pela qual eram governadas. Esse período testemunhou o feudalismo dar lugar ao […]

#569

1 de julho de 2018

Apesar de suas proezas militares, a Suécia era subdesenvolvida. Em termos econômicos e sociais, continuava, em essência, uma terra medieval, esmagadoramente rural, exportando a juventude mais capaz para ambientes mais promissores, e dependendo de estrangeiros para capital e empresas nacionais. Por todo o país, uma série de frios castelos-fortalezas, de pedra suja no exterior e […]

#568

30 de junho de 2018

Quando a notícia chegou à cidade, não houve tristeza coletiva. Os cristãos “não podiam andar nas ruas, com medo das pedras que eram lançadas contra eles pelos turcos, que estavam universalmente em luto, por um irmão, um filho, um marido ou um amigo”. No entanto, a resposta de Solimão o Magnífico foi, estranhamente, muda. Ambos […]

#567

28 de junho de 2018

O mundo de Cristina era frio, o clima mais frio que a Europa conhecera em milhares de anos — a “Pequena Era Glacial” que inutilizara as colheitas e congelara os mares. Fogueiras ardiam em rios cobertos de gelo, e viam-se pássaros caindo dos céus em pleno vôo, congelados na morte súbita. O mundo de Cristina […]

#566

26 de junho de 2018

A religião foi uma das muitas causas em questão na Guerra dos Trinta Anos. Hostilidades sectárias tomaram conta do Sacro Império Romano, no qual cada pequeno Estado tinha sua religião estabelecida e suas minorias religiosas e isso se complicava a cada instante com políticas seculares. O mundo por onde Wallenstein circulou, era um mundo cujas […]

#565

24 de junho de 2018

A Europa estava mudando. A superestrutura da Igreja, que impusera sua hierarquia aos remanescentes do governo feudal, tivera sua autoridade diminuída: na Inglaterra, essa autoridade fora destituída. O Estado principesco emergia como fundamento de uma ordem política muito diversa, que impunha um diferente conjunto de imperativos para o governo, o qual parecia hostil ao antigo […]

#564

23 de junho de 2018

A ideia de que a Inglaterra elisabetana viveu “Idade de Ouro” era tão mítica na época em que Shakespeare escrevia quanto hoje, e, no entanto, por mais que seu reinado tenha sido desmontado e criticado, o mito perdurou. A peça Henrique VIII, que reflete o legado de Elizabeth, é um meio útil de contextualizar as […]

#563

21 de junho de 2018

Quando Aquiles se apresentou, terrivelmente assustador, recoberto por chamas, seus inimigos entraram em pânico e morreram; e quando ele surgiu em plena batalha, imundo com o sangue de suas vítimas, os troianos fugiram para todos os lados. O herói de Homero era o terror encarnado. Assim também foi Albrecht Eusebius Wallenstein, duque de Friedland, comandante-em-chefe […]

#562

19 de junho de 2018

“Infeliz é a nação que precisa de heróis”, escreveu Brecht. A Alemanha no século XVII era um país onde a infelicidade era endêmica. Camponeses e príncipes, indistintamente, eram tomados pelos mesmo tipo de desespero que levou os atenienses a ver no traiçoeiro e blasfemo Alcibíades um onipotente salvador. Um pregador inglês chamado Edmund Calamy referiu-se […]