#875

19 de dezembro de 2019

O legado de Woodrow Wilson, o desejo nacional de autodeterminação e independência dos territórios colonial, também foi importante. A reivindicação era muito mais do que uma questão política. Foi um impulso moral e emocional de autoafirmação, fundamentado no sentimento impreciso porém vigoroso das identidades de raça, etnia e religião. Pouco se relacionava com as qualidades […]

#874

17 de dezembro de 2019

Para os ingleses e os franceses, a Segunda Guerra Mundial na verdade durou de 1938 a 1949, e agora havia um desejo veemente de segurança e redução de despesas. Os governos em Londres e Paris sofreram grandes pressões de todos os lados para se desfazerem de seus impérios dispendiosos. As pressões dos americanos também tiveram […]

#857

28 de julho de 2019

A percepção de agressão e ameaça russas era amplificada na França pelo marquês de Custine, cujo divertido diário de viagem La Russie en 1839 fez mais que qualquer outra publicação para moldar a postura europeia em relação à Rússia no século XIX. Um relato das impressões e reflexões do nobre a partir de uma viagem […]

#856

27 de julho de 2019

Napoleão I foi particularmente influenciado pelo falso “Testamento de Pedro I”. Seus principais conselheiros de política externa citavam livremente suas ideias e sua fraseologia, alegando, nas palavras de Charles Maurice de Talleyrand, o ministro das Relações Exteriores do Diretório e do Consulado (1795-1804) que “todo o sistema [do império russo] seguido constantemente desde Pedro I […]

#852

22 de julho de 2019

O meio-irmão do príncipe Gong, o imperador Xianfeng, determinou que, como grão-príncipe, ele não deveria se rebaixar e receber os europeus pessoalmente, embora fossem eles os vencedores. No entanto, o príncipe era uma pessoa prática e sabia que a ordem do irmão era irrealista. Assinou os tratados em pessoa com os britânicos e franceses, tendo […]

#849

19 de julho de 2019

O perigo que a Rússia representava para a Índia era a bête noire dos russófobos britânicos. Para alguns, isso se tornaria a meta subjacente à Guerra da Crimeia: deter uma potência que pretendia não apenas a conquista da Turquia, mas o domínio de toda a Ásia Menor até Afeganistão e Índia. Em sua imaginação alarmada […]

#848

18 de julho de 2019

O tsar Nicolau I deixou a Inglaterra com a firme convicção de que as conversas que tivera com os ministros Peel e Aberdeen eram definições políticas e que podia contar com uma parceria com a Grã-Bretanha com o objetivo de conceber um plano coordenado para a partição do decadente Império Otomano quando isso se tornasse […]

#839

8 de julho de 2019

Em Teerã, na oportunidade em que Churchill convidou Roosevelt para almoçar, o presidente americano declinou. Hopkins explicou que o presidente não queria “dar a impressão de que ele e Winston arquitetavam maneiras de deixar Stalin em posição desconfortável.” Em vez disso, Roosevelt uniu forças com Stalin para constranger Churchill. Num jantar logo depois do início […]

#838

7 de julho de 2019

No Cairo, em novembro de 1943, Roosevelt ofereceu um festivo jantar de Ação de Graças a Churchill e outras autoridades dos governos americano e britânico que compareciam à conferência, entre eles Winant e Harriman. Naquela noite, a antiga camaradagem Churchill-Roosevelt foi de novo ostentada. O Presidente trinchou dois enormes perus para os que o cercavam […]

#831

29 de junho de 2019

Apesar de sua retórica idealista quanto a se criar um mundo justo e livre de conflitos após a guerra, Roosevelt, como Churchill, tinha pouco interesse num planejamento sério e de longo prazo para traduzir tal mundo em realidade. De fato, durante grande parte da guerra, o presidente se recusou firmemente a qualquer discussão detalhada sobre […]

#824

21 de junho de 2019

Do ponto de vista da maioria dos presentes, Stalin foi, de longe, o melhor negociador dos três líderes em Teerã; lá, e mais tarde em Yalta, os diplomatas e as autoridades militares americanas e inglesas partilharam a inquietante sensação, como observou um funcionário britânico, de que “os ganhos foram sempre para a Rússia, e as […]

#821

18 de junho de 2019

Menos de duas semanas após a assinatura dos acordos de Yalta, Stalin deu indicações de que não tinha a intenção de honrá-los, ao menos no que se referia à Polônia. O governo soviético rejeitou virtualmente todos os líderes poloneses não comunistas indicados embaixadores dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, Averell Harriman e Archibald Clark Kerr, para […]

#785

6 de maio de 2019

A ofensiva alemã contra as potências ocidentais avançou num ritmo tão impressionante que assombrou o mundo. Até mesmo Hitler e seus comandantes militares não esperavam por esse nível de sucessos iniciais. No flanco setentrional, os holandeses renderam-se em cinco dias, e a rainha e o governo exilaram-se na Inglaterra. Antes disso, o bombardeio aterrorizante da […]

#780

30 de abril de 2019

Desde os anos 1920, Keynes era conhecido nos Estados Unidos como um economista que, em lugar de enterrar-se em teorias abstrusas, canalizava as energias para soluções práticas. Assim como na Grã-Bretanha, ele irrompeu no cenário norte-americano no fim da Primeira Guerra Mundial com As Consequências Econômicas da Paz, cuja publicação coincidiu com a campanha desesperada […]

#779

29 de abril de 2019

Keynes, acreditando que as reparações se mostrariam desastrosas para a perspectiva de paz permanente na Europa, sentia-se cada vez mais infeliz. “Estou profundamente esgotado, em parte pelo trabalho e em parte pela depressão pelo mal em torno de mim”, escreveu para a mãe. “A Paz é ultrajante e impossível e não pode trazer nada a […]

#776

26 de abril de 2019

Quando se fez a paz em 1918, John Maynard Keynes ficou contente por ter resistido a retirar-se para a tranquila irresponsabilidade de King’s College. Mas o fim da guerra não lhe concedeu o desencargo de seu trabalho público. Como um dos chefes da política britânica de guerra, em janeiro de 1919 partiu para a Conferência […]

#775

25 de abril de 2019

Quando os canhões silenciaram, em 11 de novembro de 1918, o mundo estava bem diferente do que fora em 1914. Em toda a Europa as velhas fissuras nas sociedades, temporariamente empapeladas no começo do conflito, ressurgiram à medida que a guerra seguiu seu curso, trazendo ônus cada vez mais pesados. À medida que a intranquilidade […]

#774

23 de abril de 2019

Naquele outono, alemães e aliados fizeram esforços desesperados para desbordar as posições do inimigo. As baixas se acumularam, mas a vitória continuava indefinida. No fim de 1914, 265 mil soldados franceses tinham morrido, e os ingleses perderam 90 mil homens. Alguns regimentos alemães sofreram 60% de baixas. No outono, os alemães perderam 80 mil homens […]

#768

17 de abril de 2019

Cada vez mais o imperialismo era visto como expressão de vitalidade e poder de uma nação e um investimento para o futuro, e não mais como meio de assegurar espaço para expansão. Como afirmou o almirante Tirpitz em 1895, quando sonhava com um grande Império e uma grande marinha alemã: “Em minha opinião, no próximo […]

#767

15 de abril de 2019

Evidentemente, Luís XIV tinha aprendido pouco com os desastrosos e empobrecedores anos de guerra que ele próprio tinha provocado. A França não tinha ganhado quase nada “com todo esse desperdício de riqueza e perda de vidas”. Mas Luís agora tinha 75 anos de idade. O mundo deveria ser poupado de outras devastações inspiradas por sua […]

#766

14 de abril de 2019

A França foi salva da derrota na Guerra da Sucessão Espanhola. Mas não tanto pelo talento de seus generais, pela força de suas defesas ou pela determinação de seu povo, e sim pela morte inesperada, em 1711, do imperador José, que tinha sucedido a seu pai no trono do Sacro Império Romano em 1705. José, […]

#757

3 de abril de 2019

Pedro da Rússia, Carlos XII da Suécia, Frederico IV da Dinamarca, Augusto II da Polônia, Luís XIV da França, Guilherme III da Inglaterra, Leopoldo da Áustria e maioria dos outros reis e príncipes daquela época, em algum momento deixaram suas diferenças serem resolvidas pela guerra. Ela era o árbitro final entre as nações dos séculos […]

#753

30 de março de 2019

Em junho de 1709, as finanças da França estavam numa desordem irremediável; as linhas de suprimento militar estavam falhando; e na ausência de uma orientação firme por parte do Ministério da Guerra, os comandantes por toda a Europa ocidental tinham começado a atormentar madame de Maintenon na tentativa de conquistar o apoio do rei para […]

#752

29 de março de 2019

Embora Turenne, Luxemburgo e Grande Condé há muito já tivessem se tornado lenda, os “verdadeiros soldados” da França incluíam alguns nomes admiráveis: Vendôme, Villars, o sexagenário marechal Bouffleers e, não menos, Sébastien Vauban, agora em seus 70 anos e ainda o engenheiro militar mestre da Europa. “Contra nós, temos dois ilustres generais: milorde Marlborough e […]

#730

5 de março de 2019

Nas seis semanas seguintes à partida de seu neto para assumir o trono da Espanha, Luís XIV reconheceu que não seria possível evitar a guerra. As outras potências europeias, grandes e pequenas, não aceitariam uma superpotência Bourbon estendendo-se do Canal da Mancha até Gibraltar, atravessando a Itália (Milão e Nápoles) e as regiões mais ricas […]

#721

22 de fevereiro de 2019

“O que o resto da Europa dirá se aceitarmos este generosíssimo legado de sua majestade católica?”, ponderou Luís XIV. Se ele aceitasse o testamento, o trono espanhol passaria ao segundo filho do delfim, o duque de Anjou, com 17 anos, cujo irmão mais velho, o duque de Borgonha, era obrigado a permanecer na França como […]

#720

21 de fevereiro de 2019

No outono de 1697, com a assinatura de uma série de tratados na cidade holandesa de Rijswijk, a guerra do Rei Sol contra a Grande Aliança — nada menos que metade da Europa — tinha finalmente chegado ao fim. Após nove anos de lutas, ninguém tinha ganhado muito. Territórios conquistados com muita dificuldade foram devolvidos; […]

#661

9 de dezembro de 2018

Ben Jonson disse que durante anos Elizabeth não tinha visto o próprio reflexo, que as mulheres de sua câmara tinham despedaçado os espelhos para impedir que a rainha tivesse um relance de suas feições, pintadas com ocre vermelho. Mas ela pediu um espelho e olhou para o rosto “então magro e cheio de rugas, … […]

#660

8 de dezembro de 2018

A rebelião de Essex, em 1601, tem sido considerada o ponto de apostasia no governo de Elizabeth, o momento em que a tão longa e cuidadosamente cultivada imagem da rainha começou a decair. O brilho espalhafatoso começava a parecer de mau gosto. Por trás do cintilante edifício que era a pessoa da monarca, já se […]

#659

6 de dezembro de 2018

Em 1685, Carlos II morreu sem deixar herdeiro legítimo e o trono passou para seu irmão mais novo, o melhor almirante inglês, Jaime, duque de York. Essa troca de monarcas alterou fortemente a posição inglesa. Jaime era sincero, direto, orgulhoso, objetivo e desprovido de sutilezas. Nascido protestante, converteu-se ao catolicismo aos 35 anos, demonstrando dali […]

#658

4 de dezembro de 2018

Os holandeses e os ingleses seguiram os passos dos portugueses, com a vantagem de que podiam aprender com os erros dos pioneiros. Ambas as nações começaram a construir galeões elegantes que eram mais manobráveis e tinham um poder de fogo maior do que os pesados navios portugueses; além disso, reuniram marinheiros e soldados em uma […]

#649

18 de novembro de 2018

Muitos imperialistas europeus acreditavam sinceramente que ao submeter outros povos a seu jugo eles os estavam libertando — de outros opressores ou de sua própria ignorância e atraso. O pirata Drake, inalcançável por qualquer lei enquanto navegava em volta ao mundo, autônomo e incontrolável em seu pequeno barco do qual era senhor absoluto, é uma […]

#648

17 de novembro de 2018

Na lenda que envolveu as aventuras de Drake, que não demorou a surgir, o Golden Hind aparece comoventemente pequenino, vulnerável e isolado, sozinho e sem qualquer apoio no avesso do mundo; mas para aqueles que defendiam os pequenos portos nos quais entrava, ele era temível. Diferente dos navios espanhóis que por ali navegavam, desprovidos de […]

#645

11 de novembro de 2018

A celebridade de Drake foi imediata e enorme. “Os membros da Câmara dos Comuns… reagiram com aplausos, elogios e manifestações de admiração”, escreveu Camden. Ele foi comparado a Jasão, a Hércules, ao próprio sol. “Seu nome e sua fama tornaram-se admirados por toda parte”, escreveu John Stow, “com as pessoas acorrendo diariamente em bandos pelas […]

#642

6 de novembro de 2018

A Paz de Vestfália, de 1648, que, por convenção, marca surgimento do sistema estatal moderno, envolveu vários tratados que deram fim às guerras prolongadas entre os novos Estados poderosos que competiam pela cisão entre o catolicismo e o protestantismo, como a Guerra dos Oitenta Anos entre Espanha e os Países Baixos (uma das que proibiram […]

#641

4 de novembro de 2018

Em sua arrasadora maioria, segundo Samuel Pepys, a corte inglesa “ansiava por uma guerra com a Holanda”. Todavia, o único indivíduo cuja vontade realmente pesava não estava convencido. O segundo Carlos Stuart a ocupar o trono inglês era um homem de interesses diversificados. Tinha obsessão por relógios, aprazia-se em redesenhar os jardins reais e passava […]

#640

3 de novembro de 2018

Os homens de Drake, ao navegarem pela costa do Chile, ficavam indignados, porém não surpresos, ao verem espanhóis a cavalo com índios “correndo como cães atrás deles, completamente nus e na mais abominável servidão”. Ouviam histórias de espanhóis que torturavam seus escravos índios, jogando sobre eles gordura quente e chicoteando-os para satisfazer seu próprio prazer […]

#639

1 de novembro de 2018

Em Valparaíso, uma tripulação desavisada de marinheiros espanhóis, supondo que os homens de Drake fossem seus compatriotas, deram-lhes as boas-vindas a bordo com o rufar de tambores e brindes com vinho. Os ingleses responderam com um soco na cara do piloto, que em seguida sequestraram, desembarcando o restante da tripulação e partindo com o navio […]

#638

30 de outubro de 2018

Os confrontos anglo-espanhóis no mar não tinham cessado com o Tratado de Bristol assinado em 1573. Elizabeth proibira que se atacassem naus espanholas ao sul do equador durante três anos, enquanto fazia vista grossa para as lucrativas (e, para os espanhóis, as mais sensíveis) operações de piratas ao norte. John Hawkins financiou várias expedições no […]

#637

28 de outubro de 2018

Posicionado nos escritórios diplomáticos, em Haia, Downing tinha perspectiva panorâmica da situação. Via o globo terrestre cruzado pelas rotas comerciais holandesas. Postos comerciais holandeses pontilhavam a costa da Índia e se espalhavam pelo arquipélago indonésio. A Holanda era a única nação na Terra com a qual as ilhas japonesas negociavam. Os holandeses controlavam o comércio […]

#636

27 de outubro de 2018

“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo.” O verso vem das “Devoções para situações emergentes”, do poeta e teólogo inglês John Donne. Ele escreveu essas meditações sob o fardo da fé cristã em 1623, quando esteve gravemente enfermo, numa época em que enfrentava uma das muitas “situações de emergência” da sua vida. A […]

#635

25 de outubro de 2018

O homem que, mais do que qualquer outro indivíduo, maquinaria a tomada de Manhattan encontra-se entre primeiros jovens acadêmicos da Nova Inglaterra, em 1642. Chamava-se George Downing. Era um rapaz sisudo e atlético, com 19 anos de idade, cuja ambição era tamanha que chegava a ser agressiva, e era também sobrinho do governador Winthrop. A […]

#634

23 de outubro de 2018

Cromwell havia surpreendido os líderes holandeses. Enquanto ele construía uma nova geração de grandes navios de guerra, os Estados-gerais da Holanda, depois da ameaça de conflito com o príncipe de Orange, por causa da insistência do governo central na dispensa de soldados, haviam diminuído o seu poderio militar, desde a paz de Westfália em 1648. […]

#631

18 de outubro de 2018

Seu fervor era primordial. Cromwell, planejava exportar a revolução puritana inglesa e fazer cabeças de monarcas rolarem pelos gramados europeus. Isso não ocorreu, mas transportada para a Nova Inglaterra, a ideia puritana de missão, de eleição divina, semeou a noção norte-americana do “destino manifesto”: de um povo predeterminado, primeiro, a conquistar o continente e, em […]

#629

14 de outubro de 2018

Assim como fez com Stuyvesant (o último Diretor-geral da Nova Holanda), a história encobriu o rosto de Cromwell com uma máscara de papelão. É certo que ambos eram sombrios e obsessivos. Por outro lado, Cromwell não foi apenas o criador do império britânico: foi também responsável pela configuração da América do Norte em seus primórdios. […]

#628

13 de outubro de 2018

Carlos I Inglaterra, dedicava aos cavalos e aos holandeses sentimentos exatamente opostos. conforme demonstram o célebre retrato equestre de Carlos, pintado por Antony Van Dyck, e sua estátua equestre localizada na Trafalgar Square, na cidade de Londres, em sua sela o monarca sentia-se melhor do que nunca. Era tamanha a sua devoção às corridas, que […]

#619

27 de setembro de 2018

“Drake é um homem de estatura mediana, louro, mais para gordo do que para esbelto, alegre, cuidadoso… Ele pune de maneira resoluta. Sagaz, inquieto, eloqüente, inclinado à liberdade e à ambição, fanfarrão, gabolas, não muito cruel”. Assim foi ele descrito por um alto funcionário espanhol em Santo Domingo que teve bastante oportunidade de observá-lo no […]

#618

25 de setembro de 2018

Em setembro de 1580, um barco de pesca em alto-mar à altura de Plymouth foi saudado com a seguinte pergunta por uma nau que retornava: “Como está a rainha?” O navio era o Golden Hind e a razão da pergunta de Drake era mais aflitiva do que uma preocupação sentimental pela saúde de Elizabeth. Já […]

#615

20 de setembro de 2018

Um mês após a segunda audiência do embaixador holandês com o rei da Inglaterra, a resposta oficial de Carlos chegou a Haia. O rei declarava não ter qualquer intenção de suprimir os livros virulentos publicados na Inglaterra que abordassem o massacre de Amboina (eis a resposta do monarca à indignação holandesa: “nada, senão o bálsamo […]

#614

18 de setembro de 2018

Os ingleses tinham um motivo especial para, naquele momento, cobiçar as terras holandesas na América do Norte. O torvelinho de ações geopolíticas que envolvia as duas potências emergentes havia se cristalizado em um evento, um daqueles incidentes aparentemente menores, distantes, cujos ecos históricos alcançariam proporções incompatíveis com a dimensão do ocorrido. Em 1623, numa das […]