#767

15 de abril de 2019

Evidentemente, Luís XIV tinha aprendido pouco com os desastrosos e empobrecedores anos de guerra que ele próprio tinha provocado. A França não tinha ganhado quase nada “com todo esse desperdício de riqueza e perda de vidas”. Mas Luís agora tinha 75 anos de idade. O mundo deveria ser poupado de outras devastações inspiradas por sua […]

#730

5 de março de 2019

Nas seis semanas seguintes à partida de seu neto para assumir o trono da Espanha, Luís XIV reconheceu que não seria possível evitar a guerra. As outras potências europeias, grandes e pequenas, não aceitariam uma superpotência Bourbon estendendo-se do Canal da Mancha até Gibraltar, atravessando a Itália (Milão e Nápoles) e as regiões mais ricas […]

#721

22 de fevereiro de 2019

“O que o resto da Europa dirá se aceitarmos este generosíssimo legado de sua majestade católica?”, ponderou Luís XIV. Se ele aceitasse o testamento, o trono espanhol passaria ao segundo filho do delfim, o duque de Anjou, com 17 anos, cujo irmão mais velho, o duque de Borgonha, era obrigado a permanecer na França como […]

#720

21 de fevereiro de 2019

No outono de 1697, com a assinatura de uma série de tratados na cidade holandesa de Rijswijk, a guerra do Rei Sol contra a Grande Aliança — nada menos que metade da Europa — tinha finalmente chegado ao fim. Após nove anos de lutas, ninguém tinha ganhado muito. Territórios conquistados com muita dificuldade foram devolvidos; […]

#699

27 de janeiro de 2019

Em Leiden, cientistas, filósofos e teólogos (os títulos eram um tanto ou quanto equivalentes) davam início a intenso questionamento sobre aspectos fundamentais de seus saberes. Qual seria a implicação de seguir Descartes e basear o raciocínio não mais na “autoridade” (em Aristóteles ou na Bíblia), mas na mente do pensador e, conforme dizia o filósofo […]

#698

26 de janeiro de 2019

Em Leiden, a tolerância fazia bem a própria universidade, o que lhe conferia vantagens em relação a outros centros de aprendizado na Europa, contribuindo para que, em poucas décadas, a instituição se consolidasse como importante centro internacional. Em qualquer período histórico, intelectuais e cientistas são atraídos pela liberdade como o fogo pelo oxigênio e, em […]

#685

11 de janeiro de 2019

Tolerância era mais do que uma atitude na República Holandesa. Após a sangrenta perseguição religiosa de milhares de indivíduos, levada a cabo no século anterior pelos espanhóis, as províncias holandesas haviam produzido legislação inovadora ao incluir na Constituição que havia sido promulgada em 1579 a garantia de que “toda pessoa há de permanecer livre, especialmente […]

#684

10 de janeiro de 2019

A universidade de Leiden também possuía ligações com os primórdios da resistência. A cidade sobrevivera a um violento ataque espanhol em 1574 e, como recompensa pela intrepidez dos defensores, Guilherme o Taciturno, escolhera a cidade como o local onde seria instalada uma grandiosa universidade que, na visão do monarca, era necessária às províncias holandesas em […]

#667

18 de dezembro de 2018

A Holanda do século XVII passava por intenso florescimento artístico e científico, além de um dos maiores crescimentos econômicos jamais registrados na história. As ruas eram seguras; as casas, confortáveis; e os negócios vicejavam. É certo que a culinária não era nenhuma maravilha, mas a cerveja era fresca e excelente; fumo para cachimbo era vendido […]

#666

17 de dezembro de 2018

Em setembro de 1638, um recém-chegado apareceu em Leiden, na província da Holanda. Ele viera de sua cidade natal, Breda, localizada a 64km ao sul, na remota Brabante, região predominantemente católica e que, embora integrasse a República Holandesa, ainda não tinha status de província. A exemplo de outros recém-chegados, o estranho haveria de se impressionar […]

#659

6 de dezembro de 2018

Em 1685, Carlos II morreu sem deixar herdeiro legítimo e o trono passou para seu irmão mais novo, o melhor almirante inglês, Jaime, duque de York. Essa troca de monarcas alterou fortemente a posição inglesa. Jaime era sincero, direto, orgulhoso, objetivo e desprovido de sutilezas. Nascido protestante, converteu-se ao catolicismo aos 35 anos, demonstrando dali […]

#658

4 de dezembro de 2018

Os holandeses e os ingleses seguiram os passos dos portugueses, com a vantagem de que podiam aprender com os erros dos pioneiros. Ambas as nações começaram a construir galeões elegantes que eram mais manobráveis e tinham um poder de fogo maior do que os pesados navios portugueses; além disso, reuniram marinheiros e soldados em uma […]

#655

29 de novembro de 2018

Durante séculos, a Igreja fora a grande negociadora, a mediadora das guerras europeias. Dessa vez entretanto, além do papa não ter sido convidado para mediar o tratado, este foi assinado sob seus protestos veementes. Os tempos estavam mudando. A importância dos estados nacionais aumentava, enquanto a importância do papado diminuía. O Tratado de Vestfália foi […]

#651

22 de novembro de 2018

O Discurso sobre o método resumia o trabalho que Descartes realizou durante os primeiros anos da Guerra dos Trinta Anos (e dos Oitenta Anos) que assolava a Europa Central, foi seu primeiro livro publicado. Para ser exato, eram quatro pequenos livros reunidos em um único volume. Os três últimos eram ensaios dedicados à luz e […]

#650

20 de novembro de 2018

Ainda na escola, Descartes começara a lidar com a crescente aparência de precariedade dos fundamentos do conhecimento como se fosse uma crise pessoal sua. Ao escrever sobre isso no Discurso sobre o Método, seu questionamento dos valores surge como se se tratasse de uma crise psicológica ou intelectual, comum na transição dos adolescentes para a […]

#646

13 de novembro de 2018

Apesar do interesse gerado pelos grandes desbravadores da ciência do fim do século XVI e início do século XVII — Galileu, Bacon, Harvey, Kepler, Brahe e outros —, os trabalhos deles eram fragmentados, de forma que o efeito imediato das intermináveis experiências, dissecações, observações e análises geraram mais confusão do que clareza. Os resultados não […]

#643

8 de novembro de 2018

As guerras da Holanda contra a Inglaterra se deram no mar e nas colônias. Uma ameaça muito mais mortal para a Holanda viria pela terra. Para os homens reunidos em volta de Luís XIV em Versalhes, o sucesso da pequena república protestante era uma afronta à grandeza da França, um pecado contra sua religião e, […]

#642

6 de novembro de 2018

A Paz de Vestfália, de 1648, que, por convenção, marca surgimento do sistema estatal moderno, envolveu vários tratados que deram fim às guerras prolongadas entre os novos Estados poderosos que competiam pela cisão entre o catolicismo e o protestantismo, como a Guerra dos Oitenta Anos entre Espanha e os Países Baixos (uma das que proibiram […]

#641

4 de novembro de 2018

Em sua arrasadora maioria, segundo Samuel Pepys, a corte inglesa “ansiava por uma guerra com a Holanda”. Todavia, o único indivíduo cuja vontade realmente pesava não estava convencido. O segundo Carlos Stuart a ocupar o trono inglês era um homem de interesses diversificados. Tinha obsessão por relógios, aprazia-se em redesenhar os jardins reais e passava […]

#637

28 de outubro de 2018

Posicionado nos escritórios diplomáticos, em Haia, Downing tinha perspectiva panorâmica da situação. Via o globo terrestre cruzado pelas rotas comerciais holandesas. Postos comerciais holandeses pontilhavam a costa da Índia e se espalhavam pelo arquipélago indonésio. A Holanda era a única nação na Terra com a qual as ilhas japonesas negociavam. Os holandeses controlavam o comércio […]

#634

23 de outubro de 2018

Cromwell havia surpreendido os líderes holandeses. Enquanto ele construía uma nova geração de grandes navios de guerra, os Estados-gerais da Holanda, depois da ameaça de conflito com o príncipe de Orange, por causa da insistência do governo central na dispensa de soldados, haviam diminuído o seu poderio militar, desde a paz de Westfália em 1648. […]

#632

20 de outubro de 2018

“A antiga resistência parlamentar ficou fora de moda”, escreveu Colbert. “Já faz tanto tempo que as pessoas mal se lembram dela.” Quanto aos príncipes, estavam bastante ocupados, ao que parecia, fazendo dinheiro e politicagem social na corte novamente vibrante — “um antídoto às conspirações e Frondas”, como Luís XIV tinha observado. Portanto, não foi para […]

#628

13 de outubro de 2018

Carlos I Inglaterra, dedicava aos cavalos e aos holandeses sentimentos exatamente opostos. conforme demonstram o célebre retrato equestre de Carlos, pintado por Antony Van Dyck, e sua estátua equestre localizada na Trafalgar Square, na cidade de Londres, em sua sela o monarca sentia-se melhor do que nunca. Era tamanha a sua devoção às corridas, que […]

#627

11 de outubro de 2018

Desde o século XV, os africanos chegaram à Europa, em pequeno número, mas, nos Países Baixos, sua quantidade aumentou perceptivelmente no século XVII. Eles iam para lá como marinheiros, trabalhadores braçais e criados nas cidades portuárias de Antuérpia e Amsterdã, mas principalmente como escravos. As leis dessas cidades permitiam que os escravos pedissem alforria às […]

#626

9 de outubro de 2018

É fácil reconhecer “Os jogadores de cartas” como uma pintura holandesa dos meados século XVII, mas é improvável que a confundam com um Vermeer. Os elementos já conhecidos estão presentes: as janelas à esquerda, os quadrados de mármore em diagonal, uma fila de azulejos de Delft onde a parede se une ao chão, um tapete […]

#625

7 de outubro de 2018

O cultivo de cravos no Oriente fora do controle holandês era punido com pena de morte, e o comércio clandestino reprimido. O porto de Makassar, um centro comercial regional onde os ingleses, portugueses e chineses iam comprar cravos contrabandeados, foi fechado. Houve um caso semelhante nas ilhas da Banda, que ficavam ali perto e eram […]

#624

6 de outubro de 2018

Quando Francis Drake passou pelas Molucas em 1579, e observou que as ilhas produziam uma “abundância de cravos, de que nos abastecemos em grande monta, tão grande quanto nosso desejo de que seu preço fosse muito baixo”. A viagem de Drake inspirou várias tentativas subsequentes de outros marinhos ingleses, todas terminadas em fracasso. Durante algum […]

#621

30 de setembro de 2018

A capacidade europeia de organizar e manter operações comerciais em escala global dependia, em parcela nada pequena, das novas tecnologias que acompanhavam o comércio marítimo. Em 1620, o polímata inglês Francis Bacon escolheu citar três “descobertas mecânicas” que, em sua opinião, “mudaram todo o aspecto e o estado das coisas no mundo inteiro”. Uma delas […]

#620

29 de setembro de 2018

Em meados do século XVII, a casa holandesa era decorada com porcelana. A arte imitou a vida, e os pintores puseram pratos chineses em cenas domésticas para dar um toque de classe e uma pátina de realidade. Em Delft, a porcelana chinesa começou a ficar disponível antes da época de Vermeer. A nau capitânia da […]

#617

23 de setembro de 2018

Durante século XVI, a caça excessiva de castores na Europa forçaram os chapeleiros a usar lã de ovelha para fazer feltro. O feltro de lã não é ideal para chapéus, porque a lã é mais grossa, e sua capacidade natural de cobrir é menor do que a do pelo do castor. Mas no final do […]

#616

22 de setembro de 2018

Vermeer deve ter possuído vários chapéus. Nenhum documento menciona isso, mas nenhum holandês de sua geração e posição social sairia às ruas com a cabeça descoberta. Basta dar uma olhada nas pessoas no primeiro plano de “Vista de Delft” para ver que todos, homens e mulheres, usam chapéu ou alguma cobertura na cabeça. Os pobres […]

#615

20 de setembro de 2018

Um mês após a segunda audiência do embaixador holandês com o rei da Inglaterra, a resposta oficial de Carlos chegou a Haia. O rei declarava não ter qualquer intenção de suprimir os livros virulentos publicados na Inglaterra que abordassem o massacre de Amboina (eis a resposta do monarca à indignação holandesa: “nada, senão o bálsamo […]

#614

18 de setembro de 2018

Os ingleses tinham um motivo especial para, naquele momento, cobiçar as terras holandesas na América do Norte. O torvelinho de ações geopolíticas que envolvia as duas potências emergentes havia se cristalizado em um evento, um daqueles incidentes aparentemente menores, distantes, cujos ecos históricos alcançariam proporções incompatíveis com a dimensão do ocorrido. Em 1623, numa das […]

#606

4 de setembro de 2018

Os quadros de Vermeer podem ser considerados não só portas pelas quais se pode entrar e redescobrir o passado, como também espelhos que refletem a multiplicidade de causas e efeitos que produziram o passado e o presente. O budismo usa imagem semelhante para descrever a interligação de todos os fenômenos. É a rede de Indra. […]

#605

2 de setembro de 2018

No final do século XVII, Amsterdã era o maior porto da Europa e a cidade mais rica do mundo. Construída onde dois rios, o Amstel e o Ij, fluem para o golfo Zuiderzee, a cidade foi erguida das águas. Estacas foram fincadas no terreno pantanoso para criar uma fundação e a água passou a fluir […]

#604

1 de setembro de 2018

Três séculos antes, o canto da Holanda ao qual os viajantes agora se destinavam fora uma propriedade rural pertencente a Guilherme, conde da Holanda. Com o passar do tempo, a localidade passou a ser utilizada como um ponto onde os líderes militares medievais da região se encontravam para tirar as suas diferenças. A cerca viva […]

#603

30 de agosto de 2018

Como que para enfatizar o vínculo entre o domínio botânico e o geopolítico, alguns jardins botânicos eram planejados para representar o mundo. Em sua maioria, eram quadrados e divididos em quatro partes — uma para a Europa, uma para África, uma para Ásia e uma para as Américas. Depois, essas áreas eram progressivamente subdividas, até […]

#602

28 de agosto de 2018

No campo da “botânica econômica”, a busca pelo conhecimento científico caminhava de mãos dadas com os interesses nacionais, e jardins botânicos estavam sendo criados no mundo todo como laboratórios coloniais. Os líderes incontestes no campo da botânica econômica no fim do século XVII eram os holandeses, que, à época, haviam tirado os portugueses do caminho […]

#599

23 de agosto de 2018

Em “O geógrafo”, de Vermeer, os sinais do mundo mais vasto estão por toda parte. O documento que aquele geógrafo abre diante de si é indecifrável, mas, claramente, é uma mapa. Uma carta marítima em velino está frouxamente enrolada à direita dele, sob a janela. No chão, atrás do geógrafo, há dois mapas enrolados. Uma […]

#598

21 de agosto de 2018

Há um quadro de Vermeer, O geógrafo, que requer pouco esforço para localizar sinais do mundo mais vasto que envolvia e invadia Delft. O quadro se abre convencionalmente no estúdio do artista, no mesmo espaço fechado que esperamos encontrar nos quadro de Vermeer, em que as janelas luminosas estão pintadas num ângulo tão oblíquo que […]

#594

14 de agosto de 2018

A combinação de eventos como a captura do Madre de Deus pelos ingleses e a espionagem holandesa realizada por Jan Huygen van Linschoten tornaram os segredos que Portugal tinha ferozmente protegido por um século abertos para o mundo. Uma nova estirpe estava prestes a quebrar o monopólio de um século de Portugal no comércio oriental, […]

#593

12 de agosto de 2018

Os leitores holandeses ouviram falar da porcelana chinesa em 1596 por meio de Jan Huygen van Linschoten, holandês que foi à Índia a serviço dos portugueses. “Itinerário”, seu livro de sucesso, inspirou a geração seguinte de comerciantes mundiais holandeses. Van Linschoten viu a porcelana chinesa nos mercados de Goa. Embora nunca tenha ido à China, […]

#591

9 de agosto de 2018

A figura de Adriaen Pauw destoava em Münster. O termo barroco tão adequado para caracterizar a época, aplicava-se igualmente à moda e à arte, os embaixadores se consideravam por assim dizer, pavões diplomáticos cujas vestimentas revelavam o esplendor da nação representada. Na qualidade de embaixador da anômala República Holandesa, Pauw era um dos poucos presentes […]

#590

7 de agosto de 2018

O comércio e o transporte era a fonte de enorme riqueza do país. Os holandeses do século XVII eram um povo comerciante e que se beneficiava com o mar. Os dois portos irmãos de Amsterdã e Roterdã, situados nas duas fozes do Reno, estavam nas junções dos canais europeus e seus mais importantes rios com […]

#589

5 de agosto de 2018

Talvez a diferença mais marcante entre Holanda e Inglaterra fosse o fato de que o novo governo formado pelas Sete Províncias Unidas durante a luta pela independência era algo absolutamente anômalo na Europa: em meio a uma grande era de monarquias, os holandeses entalharam uma república. Não era uma república no sentido pleno do Iluminismo […]

#588

4 de agosto de 2018

A geografia configura personalidade, e a personalidade da urbe. Uma diferença entre Inglaterra e a Holanda residia em um substantivo abstrato e, aos nossos ouvidos, um tanto contido: tolerância. A Inglaterra se encontrava na véspera de um século de guerras religiosas, em que cabeças reais rolariam e multidões de súditos fugiriam do país. Os holandeses […]

#587

2 de agosto de 2018

“Essa questão de recorrer aos piratas, ou, se assim quiser chamá-los, aos nossos aventureiros, que roubam diariamente os espanhóis e os flamengos, é matéria de grande e longa consequência. Pelo amor de Deus, eu lhe solicito tomar alguma medida quanto a isso, para que alguns possam ser capturados e executados”, escreveu Cecil, ansioso por preservar […]

#583

26 de julho de 2018

Para o capitalismo das grandes empresas, a Companhia Holandesa das Índias Orientais — a VOC, como é conhecida — tem a mesma importância que a pipa de Benjamin Franklin para a eletrônica: a criação de um marco que não se poderia prever na época. Primeira grande companhia por ações no mundo, a VOC foi criada […]

#582

24 de julho de 2018

A pirataria holandesa provocou protestos diplomáticos de outras nações, não só de Portugal. Em 1603, quando os holandeses capturaram o Santa Catarina, Portugal exigiu a devolução do navio com todo o seu carregamento, insistindo que fora uma captura ilegal. Os diretores da companhia sentiram que tinham de criar para si uma argumentação de defesa que […]

#581

22 de julho de 2018

Os diretores podiam se dar ao luxo de receber reclamações das colônias com equanimidade. Os tempos eram muito bons para a Companhia das Índias Ocidentais holandesa. O principal objetivo do empreendimento naqueles tempos era lucrar com o combate aos espanhóis e, em 1628, a companhia “descobriu a mina”. Durante quase um século, as riquezas que […]