#658

4 de dezembro de 2018

Os holandeses e os ingleses seguiram os passos dos portugueses, com a vantagem de que podiam aprender com os erros dos pioneiros. Ambas as nações começaram a construir galeões elegantes que eram mais manobráveis e tinham um poder de fogo maior do que os pesados navios portugueses; além disso, reuniram marinheiros e soldados em uma […]

#645

11 de novembro de 2018

A celebridade de Drake foi imediata e enorme. “Os membros da Câmara dos Comuns… reagiram com aplausos, elogios e manifestações de admiração”, escreveu Camden. Ele foi comparado a Jasão, a Hércules, ao próprio sol. “Seu nome e sua fama tornaram-se admirados por toda parte”, escreveu John Stow, “com as pessoas acorrendo diariamente em bandos pelas […]

#639

1 de novembro de 2018

Em Valparaíso, uma tripulação desavisada de marinheiros espanhóis, supondo que os homens de Drake fossem seus compatriotas, deram-lhes as boas-vindas a bordo com o rufar de tambores e brindes com vinho. Os ingleses responderam com um soco na cara do piloto, que em seguida sequestraram, desembarcando o restante da tripulação e partindo com o navio […]

#638

30 de outubro de 2018

Os confrontos anglo-espanhóis no mar não tinham cessado com o Tratado de Bristol assinado em 1573. Elizabeth proibira que se atacassem naus espanholas ao sul do equador durante três anos, enquanto fazia vista grossa para as lucrativas (e, para os espanhóis, as mais sensíveis) operações de piratas ao norte. John Hawkins financiou várias expedições no […]

#636

27 de outubro de 2018

“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo.” O verso vem das “Devoções para situações emergentes”, do poeta e teólogo inglês John Donne. Ele escreveu essas meditações sob o fardo da fé cristã em 1623, quando esteve gravemente enfermo, numa época em que enfrentava uma das muitas “situações de emergência” da sua vida. A […]

#635

25 de outubro de 2018

O homem que, mais do que qualquer outro indivíduo, maquinaria a tomada de Manhattan encontra-se entre primeiros jovens acadêmicos da Nova Inglaterra, em 1642. Chamava-se George Downing. Era um rapaz sisudo e atlético, com 19 anos de idade, cuja ambição era tamanha que chegava a ser agressiva, e era também sobrinho do governador Winthrop. A […]

#594

14 de agosto de 2018

A combinação de eventos como a captura do Madre de Deus pelos ingleses e a espionagem holandesa realizada por Jan Huygen van Linschoten tornaram os segredos que Portugal tinha ferozmente protegido por um século abertos para o mundo. Uma nova estirpe estava prestes a quebrar o monopólio de um século de Portugal no comércio oriental, […]

#579

19 de julho de 2018

De início, a estratégia de Elizabeth em relação a Espanha e aos holandeses após o tratado assinado em Bristol, de 1574, parece contraditória, quando não contra-producente. Gostasse dos holandeses ou não (em geral não gostava), Elizabeth não podia permitir que a Espanha os suprimisse por completo, embora isso tivesse de ser feito, ao mesmo tempo […]

#578

17 de julho de 2018

A resposta inglesa à matança tem sua epítome na reação de Edmund Grindal, futuro bispo de Londres, em geral moderado, que pediu que todos os católicos ingleses fossem presos e que a cabeça de Maria Stuart fosse cortada imediatamente. À medida que a descrição dos horrores perpetrados contra os huguenotes franceses continuava a chegar a […]

#455

15 de outubro de 2017

A missão de Macartney foi um fracasso total. Recebeu ordem de partir após 47 dias em Beijing. Seu pajem observou mais tarde, talvez de forma um pouco injusta, que “entramos em Beijing como indigentes, lá permanecemos como prisioneiros e partimos como vagabundos”. De uma perspectiva mais ampla, a missão serviu a objetivos importantes. Trouxe relatórios […]

#452

8 de outubro de 2017

Um observador inglês escreveu em 1660: “Essa bebida do café causou uma maior sobriedade entre as nações. Enquanto anteriormente aprendizes e burocratas costumavam tomar uns com os outros uma dose matinal de cerveja ou vinho — o que, pela vertigem que causam no cérebro, fazia com que muitos ficassem impróprios para o trabalho —, eles […]

#424

5 de agosto de 2017

O indivíduo com maior parcela de responsabilidade nessa mudança — a pessoa que, pode-se dizer, lançou Descartes para o passado sem muito esforço — foi Issac Newton. As leis de Newton para o movimento, seu trabalho em ótica e o desenvolvimento dos princípios da gravidade formaram uma base sólida e prática sobre a qual a […]

#418

22 de julho de 2017

O que aconteceu com os cartesianos é uma das tramas subterrâneas da modernidade. Em certo sentido, foram engolfados pela grande onda que varreu a Europa no fim do século XVII e início do XVIII e que atendia pelo nome de “anglomania”: o centro de gravidade da “nova filosofia” deslocara-se da França para a Inglaterra. Isso […]

#378

19 de abril de 2017

Os monopólios provocaram muita hostilidade durante o período que precedeu a guerra civil inglesa. Muitas vezes, as razões para a proteção a novas indústrias eram justificadas, dando-lhes um mercado garantido por alguns anos. A Company of Mines Royal contribuiu para que o país não mais dependesse de cobre do exterior para a fabricação de canhões; […]

#375

12 de abril de 2017

A fragilidade dos governo da dinastia Stuart, que culminou na execução do rei Carlos I, repousava no fato de que diferente da monarquia francesa, a eles faltava uma burocracia sensata: as regulamentações do governo tinham de ser colocadas em prática por “informantes profissionais”, uma classe antipática e subornável, bem como por juízes de paz que não […]

#233

15 de maio de 2016

Após o impulso inicial dado pela rainha apreciadora do chá, o segundo fator de sua ascensão foi o papel da Companhia Britânica das Índias Orientais, que obtivera para a Inglaterra o monopólio das importações provenientes das Índias Orientais. Embora ela inicialmente não tivesse acesso direto à China, os registros da Companhia mostram que começou a […]

#232

14 de maio de 2016

As primeiras importações da Companhia provenientes das Índias Orientais (de Bantão, onde hoje se localiza a Indonésia) chegaram em 1669, e o chá foi pouco a pouco se tornando mais amplamente disponível. Era de início uma mercadoria de menos importância, já que a Companhia concentrou-se primeiro na importação de pimenta e depois na de têxteis […]

#189

31 de janeiro de 2016

Catarina de Bragança tornou-o elegante, e a Companhia das Índias Orientais tornou-o disponível. Mas o chá também tornou-se sociável com a invenção de novas maneiras de consumi-lo, tanto em locais privados quanto publicamente. Em 1717, Thomas Twining, proprietário de um café público de Londres, abriu uma loja ao lado especificamente para vender chá, e particularmente […]

#188

30 de janeiro de 2016

Não é exagero dizer que quase ninguém na Inglaterra tomava chá no começo do século XVIII, e que quase todos o tomavam no fim do mesmo século. As importações oficiais cresceram de cerca de seis toneladas em 1699 para 11 mil toneladas cem anos mais tarde, e o preço de uma libra de chá no […]

#161

28 de novembro de 2015

A revolta irlandesa, que se arrastava de forma lastimável desde 1641, foi esmagada por Oliver Cromwell em uma operação-relâmpago; ele a iniciou com o ataque a Drogheda e o massacre da guarnição militar lá estacionada. Um Ato de Assentamento da Irlanda em 12 de agosto de 1652 determinou a desapropriação de dois terços das terras […]

#130

23 de setembro de 2015

Como nenhuma instituição antes dela, em 1660 a Royal Society nasceu dedicada ao fluxo de informações. Ela exaltava a comunicação e condenava o segredo. “Tão longe estão as estreitas concepções de uns poucos escritores particulares, em uma era obscura de se igualarem a um desígnio tão vasto”, declararam seus fundadores. A ciência existia — não […]

#129

20 de setembro de 2015

A “Troca Colombiana” de produtos entre o Velho e o Novo Mundo, na qual trigo, açúcar, arroz e bananas deslocaram-se para oeste e milho, batatas, tomates e chocolate deslocaram-se para leste (mencionado apenas alguns exemplos), representa uma grande parte da história, mas não toda ela. Os europeus também deslocaram produtos agrícolas de um lado para […]

#128

19 de setembro de 2015

O retrato do rei Carlos II da Inglaterra pintado por volta de 1675 não é simples como parece. O rei é mostrado usando um paletó até a altura dos joelhos e calções, de pé nos primorosos jardins de uma grande casa. Dois cães spaniels o acompanham, e perto dele ajoelha-se John Rose, o jardineiro real, […]

#118

26 de agosto de 2015

Perguntei-lhe onde mandara fazê-lo, e ele respondeu que ele mesmo o fizera, e quando perguntei onde conseguira suas ferramentas, disse que ele mesmo tinha as feito e, rindo, acrescentou: “se eu fosse esperar que outras pessoas fizessem minhas ferramentas e tudo o mais para mim, eu nunca teria feito nada”. — Lembrança de Newton, um […]

#101

12 de julho de 2015

O café parecia ter sido feito sob medida para a Londres das décadas de 1650 e 1660. Os primeiros cafés públicos apareceram durante o reinado do puritano Oliver Cromwell, que subiu ao poder ao final da guerra civil inglesa, após o afastamento e execução do rei Carlos I. Os cafés ingleses tiveram seu início, em […]

#60

8 de abril de 2015

“Tenho certeza de que homem algum nasceu e foi marcado por Deus como acima de outro, pois nenhum homem vem ao mundo com uma sela nas costas, também nenhum veio com botas e esporas para cavalgá-lo”. — Uma das convencionais frases dos Levellers durante a Revolução Inglesa. Os homens de posses ganharam a liberdade — […]

#59

7 de abril de 2015

A Reforma Protestante do século XVI produziu uma Igreja de pouco valor; a revolução do século XVII produziu um Estado forte, mesquinho em relação às funções que desempenhara. Governos locais ainda eram geridos por servidores não remunerados, em troca de prestígio e influência; o governo central ainda era financiado em grande parte por taxas e […]

#55

29 de março de 2015

“Tempos como esse jamais foram vistos na Inglaterra, quando a nobreza se tornou escrava da plebe [do Parlamento], a qual agora tinha o poder de não apenas abusar, mas de pilhar qualquer fidalgo”. Palavras do monarquista John Oglander. — Guerra Civil Inglesa (1642–1651) No livro O Século das Revoluções, de Christopher Hill

#53

25 de março de 2015

Frequentemente se viam em Londres ardorosos recrutas militares com chapéus de pele de urso tocando tambores, apoiados pela autoridade do rei, mas Voltaire também soube que existiam bretões que se opunham àquilo. Dirigiu-se para o isolamento campestre de Hampstead, onde descobriu radicais ainda mais fortes, os chamados “Quakers”; “O motivo pelo qual não empunhamos espadas”, […]

#11

13 de janeiro de 2015

A grande diferença entre a marinha inglesa e francesa do século XVIII estava nos princípios estratégicos que adotavam, e aí estava a superioridade inglesa. Para os britânicos, o objetivo principal de uma ação era a destruição, tanto quanto possível total, da força inimiga, tendo ou não superioridade. Por exemplo, no emprego da artilharia: os britânicos […]